Como iniciar uma vida saudável

Quando falamos em verão, calor e época de férias, o primeiro pensamento comum é o de dieta, métodos de emagrecimento e corpos extremamente malhados, mas engana-se quem pensa que trata-se apenas de estética. Ter uma vida saudável – e o real motivo para todos esses preparativos para o verão – significa ter uma vida de bem-estar. Mas como isso é possível?

Diversos são os caminhos para se encontrar em um estado de vida saudável, e o percurso é extremamente individual, mas algumas dicas são comuns a todos nós. Listamos abaixo alguns pontos que podem te ajudar a se encontrar mais leve para as festividades de final de ano e, claro, transformar seu estilo de vida ao longo dos próximos 12 meses.

1 – Atenção ao que ingere

Ter uma boa alimentação não deveria ser um cuidado apenas para os períodos de verão, mas um costume ao longo de todo o ano. Nosso corpo é nossa principal casa, e ter cuidado com ele é prolongar o nosso bem estar. Ter um bom hábito alimentar influi diretamente em sua qualidade de vida. Evite ficar sem comer, pois tais dietas podem ser agressivas ao seu organismo. Ao contrário, escolha comer com sabedoria. Então não pule o café da manhã, mas inclua frutas, sucos e fibras como aveia no seu cardápio. Elas são ricas em nutrientes, que são mais bem aproveitados quando ingeridos pela manhã, e uma boa alimentação é o ideal para acumular energia necessária após 8 horas de sono.

Outro hábito simples mas eficaz é o corte no açúcar e sal, aliado ao aumento no consumo de água! O excesso de sal pode influir em hipertensão, e o de açúcar em diabetes. Busque, portanto, o equilíbrio. E aliado a ele, a água! Temos 60% do nosso corpo em água, que perdemos diariamente ao longo de atividades físicas, idas ao banheiro e a própria respiração. Então ande sempre com uma garrafa d’água para quando tiver sede. Dessa maneira, estará hidratando seu corpo e mantendo-o purificado.

Como a Cleo sugere: água e comida leve!

2 – Movimente-se!

Para conseguirmos transformar nossas vidas, não é possível ficar parado. Para ter uma vida saudável, também. É imprescindível aliar à nova dieta alimentar o estímulo às atividades físicas. Se exercitar é uma maneira ideal de queimar calorias, reduzir o estresse e aumentar a predisposição, além de deixar para longe o risco de doenças como hipertensão e doenças cardiovasculares.

E não se preocupe se o seu medo for a academia. Caminhadas diárias em torno de um quarteirão já são suficientes para movimentar o seu corpo e afastar o sedentarismo. Então não tenha preguiça: caminhe, exercite-se, observe a natureza e encontre um novo espaço para relaxar e cuidar do próprio corpo. Uma das maneiras mais divertidas para isso é a dança, uma maneira eficaz e artística para contribuir com seu corpo.

Cleo mostra como a dança é uma forma prazerosa para cuidar de si

3 – Saiba quando e como descansar

Outro fator que influi diretamente na má qualidade de vida atual é o estresse e o acúmulo de cansaço. Com a correria do dia a dia, e o tempo cada vez menor para descansar e cuidar de si, as pessoas encontram-se intensamente irritadas, exaustas e, de fato, com uma vida longe de saudável. É reflexo de uma rotina que não tem espaço para algo simples: descansar.

Reserve ao menos 7 a 8 horas de sono por dia. Busque esquecer de toda cobrança cotidiana e descanse. Acordar com o corpo exausto não só retira seu ânimo ao longo do dia como gera acúmulo de sono e estresse para a noite seguinte, num ciclo vicioso de noites más dormidas. O resultado não poderia ser outro que não um estresse sem fim. O ideal, portanto, é que encontre no sono mais uma oportunidade para tratar bem de si próprio.

Descansar é preciso! Não é, Cleo?

São três então os campos da sua vida que precisam de cuidado: a alimentação, o corpo e o descanso. Aliados, o bem-estar é garantido e duradouro.

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Aniversário da Arte do CCBB

Em meio a tantas polêmicas sobre cultura, museus e expressões artísticas livres, nada melhor para pauta de atitude do que abordar um dos principais centros de exposições e eventos artísticos do Brasil: o Centro Cultural do Banco do Brasil. O CCBB é referência nacional, e faz aniversário hoje, dia 11 de outubro! Com 28 anos de atuação, a sede, no Rio, chegou a ocupar a 26ª posição entre os 100 museus mais visitados no mundo em 2016, de acordo com a revista inglesa The Art Newspaper, também referência no mundo das artes. Para comemorar todo esse reconhecimento, o museu preparou programação especial para aniversário e dia das crianças, uma iniciativa importante para atrair jovens aos centros de arte.

A celebração do aniversário de 28 anos do CCBB vai durar dois dias, com opções de programação para público de todas as idades.

A Casa Obesa de Erwin Wrum já rodou o mundo
A Casa Obesa de Erwin Wrum já rodou o mundo

Na manhã de hoje (11 de outubro), ocorreu às 9h a inauguração da exposição “O Corpo é a Casa”, do artista Erwin Wrum, que ficará disponível para visitação até dia 08 de janeiro. O diferencial é que nessa abertura, a exposição permanecerá 36 horas aberta sem qualquer intervalo. Como define o site da exposição, “O artista austríaco Erwin Wurm produz um deslocamento de elementos do cotidiano para o campo da arte, reconfigurando objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico em relação à sociedade contemporânea”. Nas obras, elementos inanimados ganham vida e características humanas, como “uma residência obesa, um vaso sanitário magro, uma salsicha cheia de personalidade, um carro acima do peso”. A proposta da exposição é discurtir tudo o que envolve o corpo humano, mas sem se prender no físico, e sim no psicológico. A entrada é gratuita.

Já na parte da noite, a área externa do museu será espaço para a 5ª edição da festa Madrugada no Centro, que começa às 22h e contará com a participação de DJs e artistas convidados. O projeto recebe a festa Sotaque Carregado com show de Felipe Cordeiro e participação especial de Dona Onete. A idade mínima para entrada é de 18 anos, e o valor R$20, com direito a meia entrada para estudantes, idosos, menores de 21 anos, pessoas com deficiência, professores e profissionais da rede pública municipal de ensino.

Já no dia 12 de outubro, a programação especial é infantil em homenagem ao Dia das Crianças. O CCBB irá promover uma maratona de atividades gratuitas, com direito à distribuição de pipoca e guaraná natural (das 14h às 17h) para toda a família. Basta chegarem até ao museu e participarem das atividades! A programação será extensa. Confira abaixo todos os detalhes:

Cortejo Brincante – Gigantes da Lira – 12/10 – 11h

O Cortejo Brincante é um circo em movimento e seu elenco é composto por palhaços, malabaristas, bailarinas, monociclistas, pernas de pau; que se apresentam com figurinos exuberantes, munidos dos estandartes do Gigantes da Lira. O Cortejo Brincante Gigantes da Lira agrega o público presente, que se integra à brincadeira do passeio com os artistas.

Música Encena exposição Erwin Wurm (estreia) – 12/10 – 12h

A ação educativa “Música Encena” mistura música e teatro mostrando o conteúdo da exposição de uma forma diferente do que se experiência nas galerias. Desta vez, a encenação contextualiza as obras do artista Erwin Wurm e sua produção contemporânea, pensando a relação com o corpo e o consumo. Senhas distribuídas 1 hora antes de cada evento

Aqualoucos Gigantes – Gigantes da Lira – 12/10 – 13h

Show cômico, lúdico e virtuoso de acrobacias circenses que se comunica com públicos de todas as idades. Com humor afiado, os 6 acrobatas criam, com o corpo, figuras como a centopeia, a torre de Pizza, pontes, aviões e pirâmides, além dos surpreendentes saltos mortais.

Jovens e crianças terão programação especial no feriado
Jovens e crianças terão programação especial no feriado

Outro destaque na programação é o 7º Festival Internacional Pequeno Cineasta, que terá oficina gratuita de claquete às 10h (com 10 vagas e público de 10 a 16 anos), onde os participantes irão conhecer os conceitos básicos da linguagem cinematográfica, e as principais funções de uma equipe de cinema. Às 15h, será a sessão especial do filme “Detetives do Prédio Azul“, com bate-papo com atores mirins protagonistas. E às 18h Sessão com exibição de dois episódios inéditos da série Detetives do Prédio Azul. Senhas serão distribuídas 1 hora antes de cada evento.

Às 19h30 ainda terá apresentação da peça teatral “Guanabara Canibal”, da Aquela Cia. de Teatro, que “busca pensar e debater a questão indígena na atualidade tendo como pano de fundo a tomada do Forte de Villegainon, célebre batalha naval travada na baía de Guanabara em 1560, que resultou na fundação da cidade do Rio de Janeiro”.

Ficou animado? Então não deixe de participar!

O CCBB fica localizado Rua Primeiro de Março, 66, no Centro do Rio de Janeiro. Maiores informações pelo telefone: (21) 3808-2020

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Como se perder em… Goiânia

No dia primeiro de setembro, o cantor Gusttavo Lima lançou seu mais recente single “Eu vou te buscar”, em parceria com o rapper Hungria. A produção, que já ultrapassou a marca de 37 milhões de visualizações no youtube, contou ainda com a participação de uma terceira integrante: Cleo. O vídeo foi gravado no município de Pirenópolis, interior goiano. O clima traz todas as cores e ritmos sertanejos que enriquecem a região, e foi uma dica para tema do retorno do quadro “Como se perder em”, que hoje dedica-se a falar de Goiânia, capital de toda essa cultura.

Cleo dança ao ritmo que domina Goiás e o Brasil.

Foi em Goiânia onde Gusttavo Lima teve o pontapé que o levaria ao sucesso, e onde também surgiram diversos outros grandes nomes do sertanejo. Isso porque a capital incorpora a cultura sertaneja em sua raiz. A cidade tem o título de área urbana mais verde do país, e a impressionante marca de segunda no mundo, ficando abaixo apenas de Edmonton, no Canadá. Essa característica define muito dos trajetos onde se perder no município: guie-se pela natureza!

Três dos principais destinos para uma caminhada verde são o Parque Flamboyant, Parque Areião e o Bosque dos Buritis. O Parque Flamboyant possui mais de 125 mil metros quadrados, parte destinada a pistas de ciclismo e de corrida. Se busca se exercitar com um belo plano de fundo em meio à cidade, esse é o melhor destino. O parque também é o principal cenário para piqueniques em família.

Já o Parque Areião é o destino ideal para os que admiram a riqueza da natureza: o parque é uma reserva ambiental de mais de 200 mil metros quadrados. O parque preserva espécies nativas da fauna, e uma grande diversidade de plantas do cerrado e animais como macacos e aves. Também para os que buscam esporte, abriga dois centros de ginástica, um parque infantil, um lago e um campo de futebol.

O diferencial do Bosque dos Buritis é ser o mais antigo patrimônio natural de Goiânia. Nos 141 mil metros do Bosque, estão três lagoas, o Centro Livre das Artes e o Museu de Arte de Goiânia, que possui duas galerias de exposição.

Alguns outros centros culturais compõem o roteiro artístico da cidade. Um deles é o Museu Memorial do Cerrado, que possui um enorme acervo sobre a fauna e flora local. Para os que querem se aprofundar nas riquezas nativas da região, essa é a opção ideal.

Centro Cultural Oscar Niemeyer é um complexo rico nas opções artísticas. Há nele o o Museu de Arte Contemporânea, o Palácio da Música, o Monumento aos Direitos Humanos, além de uma biblioteca pública e da Esplanada Juscelino Kubitschek, com espaços destinados a exposições e eventos.

Para conhecimento sobre a história de Goiás, o Museu Goiano é um bom destino, pois além de exposições sobre o estado, a arte e arquitetura locais, reserva também acervo sobre os índios que viveram ali. O Museu Antropológico (MA) da Universidade Federal de Goiás (UFG) também é um importante centro de pesquisa sobre a cultura indígena local.

Goiânia é marcada por pontos turísticos e passeios diurnos, que valorizem os belos cenários naturais da cidade. Outra opção que reúne moradores e turistas é a Feira da Lua, que acontece aos sábados e domingos na Praça Tamandaré como uma iniciativa para que os produtores rurais, de artesanato e aqueles que trabalham com gastronomia tenham um espaço para exposição de seus trabalhos.

Já aos domingos, na Praça Trabalhador (centro da cidade), o evento popular que reúne o maior número de visitantes é a Feira Hippie, que acontece na cidade desde os anos 70 e hoje já acumula 6 mil expositores. Nos trinta anos de existência, a Feira se tornou um polo de empreendedorismo popular em Goiânia. É possível encontrar diversos pontos de culinária típica, além de vendas de obras de arte e um intenso mercado de vestuário. Durante o evento, a Rádio Hippie anuncia promoções, anuncia sorteios e garante o entretenimento da festa.

Sem data específica para acontecer, mas que é quem estiver por Goiânia deve ficar de olho, é o Mercado das Coisas, uma feira que também tem a iniciativa de unir coletivos de produtores locais. É um ponto de encontro entre arte, moda e gastronomia. O diferencial é a presença dos brechós, venda de gibis e vinis antigos.

Ficou animado com tantas opções de passeios em Goiânia? Então não deixe de nos contar sua experiência quando estiver passando por essa terra tão verde!

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Amazônia: Lugar de disputas

O final de Agosto foi marcado pelo tema da sustentabilidade e com a volta de um antigo fantasma: o desmatamento na Amazônia. Claro que o tema é infeliz realidade há anos, e que diversas organizações empenham-se cada vez mais na proteção das terras da maior floresta tropical do mundo. O fato é que, com a tentativa do Governo em anular a Renca, Reserva Nacional do Cobre e Associados, para exploração por parte de iniciativa privada fez com que a discussão em torno das terras amazônicas voltassem a estampar as páginas dos principais veículos de comunicação do país. O problema, porém, não tem seu fim.

Só no último mês de agosto, como aponta os dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram quase 200 quilômetros quadrados de desmatamento (quando a floresta é completamente derrubada) na área que compreende a Amazônia Legal. Já a área onde as florestas encontram-se degradadas (quando há cortes seletivos de madeira ou focos de incêndio) é de 391 quilômetros, área maior que a de Guarulhos, segunda cidade mais populosa do Estado de São Paulo, perdendo apenas para a capital.

Amazônia: Lugar de disputas
Reprodução Internet

O desmatamento é a primeira bandeira de luta quando se pensa a preservação das florestas brasileiras, mas há outra forma de aniquilação que pode ser tão agravante quanto: a degradação. Ainda que não seja a derrubada completa das florestas, como o desmatamento, estudo da organização Rede Amazônia Sustentável (RAS) aponta que o impacto da degradação às plantas e animais é tão nocivo quanto, principalmente por não ser de fácil identificação via satélites. A pesquisa, comandada por um grupo de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, analisou o impacto desse tipo de perturbação à biodiversidade de florestas no Pará. O resultado preocupa: na região, os danos às aves, insetos e árvores ocorridos em um ano correspondem ao mesmo dano de 10 anos de desmatamento.

“Nós já sabíamos que muitas espécies são perdidas com o desmatamento. A gente tinha uma ideia de que, com a degradação, também há perdas de espécies. A grande novidade do estudo é que agora nós quantificamos o dano que a degradação causa”, diz Joice Ferreira, pesquisadora de ecologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e uma das autoras do estudo, à revista Época.

A ameaça por trás desse tipo de dano é que queimadas e poda pontuais de árvores não influenciam a paisagem quando vistas de cima. Apenas mata adentro é possível identificar áreas de degradação, com menores espécies de plantas, árvores que não alcançam total crescimento, além da fuga de espécies de animais: uma ameaça quase invisível que os movimentos lutam por identificar. No site da Rede Amazônia Sustentável é possível acessar todas as pesquisas e projetos do instituto, como a websérie “Slash & Burn”, parte da pesquisa “Dimensões humanas dos incêndios florestais: vinculação da pesquisa e educação ambiental para reduzir os incêndios florestais da Amazônia”.

Outros temas preocupam ambientalistas pois contribuem com o desmatamento, como o agronegócio e os garimpos ilegais, que na Terra Yanomami (Roraima) ocupava área de 1,5 quilômetros e movimentava cerca de R$ 32 milhões por mês com extração ilegal de ouro. Uma das iniciativas que contribuem para esse monitoramento é o portal ImazonGeo, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. Por ele é possível acompanhar toda a região da Amazônia por satélite, conferir as áreas de proteção ambiental, assim como as terras indígenas, e ainda ter acesso às pesquisas do instituto quanto a desmatamento e atividades ilegais nessas regiões. Confira aqui.

O Greenpeace, também, encabeça um Projeto de Lei (Sugestão 34/15), por meio do Wikilegis, uma plataforma da Câmara dos Deputados que permite a participação popular na elaboração de leis. Atualmente, a proposta aguarda parecer do Relator na Comissão de Legislação Participativa (CLP), mas você pode apoiar iniciativa através do portal oficial.

Outras campanhas relacionadas às iniciativas de proteção das florestas, da biodiversidade da Amazônia e das reservas e povos indígenas que vivem nessa região estão listadas ao longo das outras matérias que o Site Cleo publicou ao longo desse mês de setembro, nossa pequena contribuição nessa luta.

#Todospelamazônia

Conheça iniciativas de proteção à Floresta Amazônica:

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A sensualidade das body chains

A origem da inspiração é indiana, mas a sensualidade é perfeita para uma brasileira: as body chains, ou body jewelleries (jóias de corpo), são peças, feitas geralmente em correntes, pérolas ou pedrarias, que compõem todo o corpo. Uma extensão dos maxi colares, que pesam do pescoço a abaixo dos seios, as body chains (correntes de corpo) cobrem muitas vezes os ombros, contornam as costas, barrigas, e até seguem para as coxas. A tendência, apesar de parecer pesada, é bem sutil e um ponto de contraste para looks simples. Por isso, é uma aposta para trazer sensualidade e personalidade no verão, quando o que se busca é vestir um volume menor de tecido.

A moda começou a ser notada ainda em 2012/2014, quando algumas celebridades trouxeram essa inspiração para os palcos. Não demorou muito para que esse tipo de joia passasse a ser explorado pelo mundo da moda. Um desfile memorável foi o da Versace para sua coleção primavera-verão 2014. Foi uma das primeiras grandes grifes a apostarem no acessório, que àquela época ainda era visto de maneira estranha pelo consumidor comum.

A sensualidade das body chains
Foto: Reprodução Internet

De lá pra cá outros nomes começaram a explorar as body jewelleries e a de fato criar em cima dessa tendência, tão diversa no mercado da moda. Ainda que com muitas possibilidades, são nos desfiles de primavera e verão onde tais joias tem mais espaços. Em 2016, Alexander McQueen explorou as body chains em muito de seus looks para a temporada. A excentricidade do acessório foi um complemento ao estilo marcante do estilista, que já vestiu artistas como Lady Gaga.

Já para essa mesma temporada em 2017, a tendência continua, como já anunciavam os desfiles focados na primavera e verão desse ano. A grife Philipp Plein apostando no mix de informação das pesadas correntes com estampas, e a minimalista Anne Sophie Madsen apostando no oposto: as body jewelleries de forma sutil com tecidos discretos. As possibilidades são infinitas.

A sensualidade das body chains
Foto: Vogue

Apesar de cada vez mais popular, as joias de corpo foram adotadas por grifes de renome, e hoje é possível encontrar variedades da peça que chegam a 7 mil dólares, como é o caso do modelo da Diana Kordas (à esquerda), em ouro 18 quilates. À direita na parte superior, o modelo da Rosantica chega a quase 2 mil dólares (U$ 1.903) e na direita inferior, a joia da Arme de L’Amour, mais em conta, por 537 dólares. Ainda assim, é possível encontrar releituras em diversas lojas de departamento por um valor popular (e em reais!).

Sensuais, refinadas e ainda assim contrastantes, as joias de corpo estão na lista dos acessórios preferidos da Cleo. E vocês, apostarão nas correntes?

 

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Amazônia: Berço de riquezas

Com quase 7 milhões de quilômetros quadrados, distribuídos entre 9 países, a Amazônia é o maior berço de animais, plantas e bacias hídricas do mundo. Não há outro lugar que contemple uma reserva de biodiversidade maior do que a Floresta Amazônica. O Brasil contempla a maior parte desse território (aproximadamente 5 milhões de quilômetros quadrados), onde são encontrados aproximadamente 30 mil espécies de plantas endêmicas (ou seja, que existem apenas nesta região do globo), o que corresponde a 10% de todas as espécies conhecidas no mundo. Apesar da porcentagem expressiva, a expectativa é de que esse número seja muito maior, pois grande parte dessa biodiversidade permanece desconhecida. Ainda, acumula mais de cinco mil espécies de árvores catalogadas, quase oito vezes mais do que o número de árvores de toda a América do Norte, que reúne 650 em sua diversidade. Na Amazônia, são entre 40 e 300 espécies diferentes por hectare, enquanto na América do Norte varia entre 4 a 25.

Floresta da Amazônia, em região próxima a Manaus
Região próxima a Manaus.
Foto: Reprodução Internet

Sua biodiversidade é incontestável. Segundo relatório mais recente do World Wide Fund for Nature (“Fundo Mundial para a Natureza”), apenas entre os anos de 2014 e 2015 foram descobertas mais de 300 espécies de plantas e animais vertebrados. O documento, produzido pela WWF-Brasil em parceria com o Instituto Mamirauá – unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), relata 216 novas espécies de plantas; 93 de peixes; 32 de anfíbios; 19 de répteis; uma ave; 18 mamíferos; e dois mamíferos fósseis. Esses números indicam que no período de dois anos, cerca de 1 nova espécie foi descoberta na Amazônia a cada dois dias.

Esse crescimento no número de seres vivos na Amazônia foi o maior registrado pelo relatório, que está em sua terceira edição. O primeiro, que coletou as espécies descobertas entre 1999 e 2009, apontava descobrimento de 1 ser vivo a cada três dias. No total, cerca de 1.200 novas espécies foram listadas nesse período. Já entre 2010 e 2013, a taxa média de descobertas foi de 1 nova espécie a cada 2 dias e meio. No total, 602 series descobertos. No geral, a WWF aponta que foram mais de 2 mil novas espécies descritas nos últimos 17 anos, sendo quase 20% deste número descobertos entre 2014-2015. O rápido avanço representa a importância no incentivo às pesquisas na região, e uma pequena amostra de como a biodiversidade da Amazônia ainda é um grande mistério.

A Conservation International (Conservação Internacional) é outra organização que atua com estudos sobre a Amazônia. Eles desenvolveram uma subdivisão da floresta em três zonas:

Zona Verde: Os aproximadamente 45% da Amazônia que é composta de floresta formalmente designada como áreas protegidas ou terras e territórios indígenas.
Zona Amarela: estima-se que 46% da Amazônia atualmente é principalmente florestal, para o qual o uso (ou proteção) não foi formalmente definido.
Zona Vermelha: Os restantes 9% da Amazônia já foram convertidos em agricultura, desenvolvidos em cidades ou degradados para atender à procura de alimentos, casas, energia e empregos.

Mapa da Divisão da Floresta Amazônica em Zonas
Imagem: Organização Conservação Internacional

É na Zona Verde onde se encontra a Renca (relembre nosso post sobre ela aqui), diversas outras reservas e onde também vivem as comunidades indígenas. Apesar de territórios de proteção, cerca de 3% da floresta já se perdeu para o desmatamento. A Zona Amarela, como aponta a CI, é a região de maior risco, pois engloba áreas ainda desconhecidas e que não se encontram sob proteção. Por um lado, é uma região cheia de riquezas biológicas, mas também caminho aberto para desmatamento. A Zona Vermelha é onde as florestas da Amazônia já foram perdidas ou fortemente degradadas, tendo como maior impacto a extração mineral – um dos principais impulsionadores do desmatamento. É um local de muita resistência por parte das organizações não governamentais, pois ainda assim acumula muitas espécies.

Uma das principais bandeiras de luta dentro da Floresta Amazônica é a preservação principalmente das espécies endêmicas, pois não são encontraras em nenhum outro ponto do planeta. E os números referentes a este tipo de espécie impressionam. De acordo com a pesquisa da CI com 36 especialistas, que resultou no livro Wildeness, ainda no começo dos anos 2.000 eram 173 o número de mamíferos que existiam apenas na Amazônia, quase 50% do total da espécies na região. Das mais de mil espécies de aves já catalogadas na Amazônia, as endêmicas ultrapassam 260. Dos répteis, 378 endêmicos se dividem entre lagartos, serpentes, tartarugas e jacarés. Até a publicação, o total de espécies de anfíbios era 427, sendo 364 exclusivas da Floresta.

Outros animais de enorme proteção são os que estão sob perigos de extinção: cerca de 50 deles incluem o Peixe-Boi, Arara Vermelha, Tucano de Bico Preto, Onça Pintada, Parda, Macaco Aranha, Prego, além do Tamanduá-Bandeira, entre outros.

A extrema diversidade é a maior riqueza natural do nosso país. É dela metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo. A região foi considerada como Patrimônio da Humanidade pela ONU (Organizações das Nações Unidas) em 2003, e ainda assim sofre com desmatamento. Precisamos lembrar que a Floresta não precisa de nós. Mas nós dependemos dela.

Conheça iniciativas de proteção à Floresta Amazônica:

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Total White

Fica fácil compreender o Total White quando associamos a tendência ao clima. É muito comum em tempos frios, como inverno e outono, nos vestirmos com preto, marrom e cinza; tons fechados que nos remetem ao conforto. Mas é na primavera e verão que tons claros, abertos e mais leves compõem o nosso guarda-roupa. Vestir-se completamente de branco, como se resume o Total White, é não só uma tendência estética como uma sábia escolha: o tom não acumula calor como o preto, e por isso nos tempos quentes é uma ótima opção. Quando associados a tecidos leves, não há erro.

Outro ponto que muito se alinha ao branco é o da manutenção. Tecidos brancos são mais difíceis para limpar, assim como mais fáceis para sujar. O cuidado é redobrado, mas esse não deve ser um impedimento para cair na tendência. Essa ideia até poderia ser mais grave quando não havíamos métodos de limpeza tão eficientes. Mas hoje, esse medo vai embora com qualquer um dos produtos específicos para o tom que encontramos em praticamente todos os mercados.

Rico em detalhes e em diferentes usos, o branco marcou presença na São Paulo Fashion Week, que ocorreu no final de agosto no teatro municipal e em alguns outros pontos da capital. Pensando justamente o clima tropical do nosso país, e o calor que se aproxima com a chegada do final do ano, algumas marcar investiram no Total White em suas coleções.

Modelos exibindo looks no estilo Total White
Reprodução Internet

A galeria Nara Roesler foi o local do desfile Verão 2018 da Giuliana Romanno. A aposta foi justamente trocar os tons escuros e texturas rígidas, característica presente em mostras anteriores da marca, pelo branco! “Pela primeira vez não usei preto! Foquei em fluidez e leveza. Eu sou do preto, mas estou leve. Por mais que eu seja urbana, moramos no Brasil, tem sol, calor. Queremos leveza”, contou Giuliana ao portal FFW momentos antes do desfile.

Também se preparando para o calor, o estilista Amir Slama trouxe o branco para seu desfile de moda praia. Ainda que se permitisse brincar com outras cores leves, o tom esteve presente do começo ao fim. A seda foi o tecido escolhido para garantir a leveza que todos buscamos no verão. Toda a coleção foi pensada no consumidor, e essa foi a proposta do desfile.

Encontrar o branco em pontos específicos ao longo dos desfiles não foi o que ocorreu com a Vitorino Campos. A marca colocou o tom em 100% das peças. A apresentação da coleção ocorreu na loja Pair, no bairro dos Jardins, e foi o grande destaque pensando Total White na SPFW. A tendência foi o seu carro chefe. Porém, o tom aparece não só em tons leves de verão, mas em diferentes texturas. Saias, casacos, sapatos e até bolsas. Um prato cheio.

Mas como utilizar no dia a dia?

Cleo em quatro diferentes momentos, usando quatro diferentes looks no estilo Total White
Reprodução Internet

Enquanto para muitos, as peças que vemos nas passarelas são algo distante do mundo real, o guarda-roupa de Cleo é um exemplo de como adequar as tendências pra diversas ocasiões. Quem não se lembra do vestido de gala usado o tapete vermelho do AFI Life Achievement Award? A atriz estava representando o país no evento, que ocorreu nos Estados Unidos, e a ocasião não pedia menos que um longo de seda com transparência nude. O branco, nesse caso, trouxe leveza, discrição e refinamento. à praticidade do dia a dia.

Radical em contraste com o vestido de gala está um look retirado diretamente do Instagram de Cleo. Pronta pra balada, um blusão completamente solto com uma bota de cano longo. Para as noites frias de São Paulo, o tecido pesado é indispensável. A bota é que traz o contraste e personalidade. São dois looks completamente diferentes, mostrando duas potencialidades do Total White. Os outros dois modelos são exemplos de como a cor também está presente em combinações práticas para o dia a dia. Fotografada enquanto fazia compras, Cleo estava com calça e blusa soltas. No Rio de Janeiro, o branco associado a tecidos leves é a combinação ideal, em oposição ao conjunto paulistano. Já o último exemplo é a combinação infalível: um traje coquetel que demonstra a simplicidade e delicadeza do Total White.

Relembre o nosso post de Total Black! Clique aqui.

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Amazônia: precisamos falar sobre ela

No dia 23 de agosto de 2017, o presidente em exercício Michel Temer foi autor de mais uma controvérsia de seu governo: a abertura de 47 mil quilômetros quadrados de reserva da Amazônia para exploração da iniciativa privada. A tentativa de extinção da Renca, Reserva Nacional de Cobre e Associadas, chocou ambientalistas, instituições e a imprensa do mundo todo. A área, maior que países como a Dinamarca e que fica entre os estados do Pará e do Amapá, engloba nove áreas protegidas há mais de 30 anos. A tentativa de sua extinção por parte do governo, lida como mais uma manobra para conseguir apoio do congresso e se manter no poder em meio a diversas polêmicas e instabilidades, não teve sucesso imediato: após pressão da sociedade, tal medida foi adiada em 120 dias. O adiamento, porém, deve continuar a ser observado com atenção. No período deve haver a diminuição da pressão por parte da sociedade. Mas devemos utilizar o intervalo para o oposto e nos perguntar: como podemos atuar em defesa da Amazônia?

O QUE É A RENCA?

A Reserva Nacional de Cobre e Associadas não é uma reserva ambiental, o que quer dizer que sua definição, ainda ao final da ditadura, não tinha como intenção primeira a de preservação do meio ambiente. Sua criação foi uma medida para privar que os mais de 40 mil quilômetros quadrados da floresta amazônica fossem explorados por empresas privadas. Desde então, qualquer extração econômica de cobre e minerais associados presentes na região tornou-se exclusividade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais. Apesar do surgimento da Renca ter sido uma estratégia política de soberania nacional, há hoje dentro da região sete unidades de proteção ambiental (Estação Ecológica do Jari, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, Reserva Biológica de Maicuru, Reserva Extrativista do Rio Cajari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Irataputu, Floresta Estadual do Amapá, Floresta Estadual do Paru) além de duas terras indígenas: Waiãpi, com cerca de 870 moradores, e Rio Paru D’Este, com cerca de 244 pessoas.

Iepé | Amazônia: precisamos falar sobre ela
Iepé

As nove regiões que compõem a Renca são distribuídas em diferentes níveis de proteção. Três delas (Estação Ecológica do Jari, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Reserva Biológica de Maicuru) estão sob proteção integral. Quatro são as áreas definidas como uso sustentável: Reserva Extrativista do Rio Cajari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Irataputu, Floresta Estadual do Amapá e Floresta Estadual do Paru. Nelas, a atividade de mineração só ocorre se prevista no plano de manejo, porém, apenas na Floresta Estadual do Paru é permitida a atividade. As outras permanecem integralmente restritas como aponta o relatório técnico da World Wide Fund for Nature (WWF).

REPERCUSSÃO

Desde a última semana de agosto, quando o governo assinou o decreto, a extinção da Renca tem sido pauta diária dos principais meios de comunicação brasileiros e do exterior, além de ambientalistas, políticos e celebridades.

A modelo Gisele Bundchen foi uma das primeiras a irem a público sobre os perigos da situação. Em sua conta pessoal no Twitter, criticou a medida e chamou seus seguidores a protestarem contra. A repercussão imediata aos posts da modelo, com forte influência internacional, foi suficiente para que o presidente em exercício Michel Temer também recorresse à rede social para falar à população em defesa à extinção. Enquanto Gisele apontava leilão da floresta amazônica, Temer defendia que a região não é “nenhum paraíso”.

No cenário político, o senador Randolfe Rodrigues foi um dos primeiros a se movimentar contra a ação do governo ao redigir um projeto que sustasse o decreto presidencial, assim como também fez o Ministério Público Federal (MPF). “Ameaça a diversidade biológica, o ambiente natural, a integridade das unidades de conservação federal e estadual e o modo de vida dos povos indígenas e população tradicional daquela região, tendo em vista os grandes impactos socioambientais decorrentes de atividades minerárias”, reforçou o Ministério em comunicado. Jornais internacionais de peso como o francês Le Monde também se pronunciaram. “Uma verdadeira mina de ouro que acabou entrando nas negociações políticas do presidente para se manter no poder apesar das denúncias de corrupção”, apontou a imprensa francesa. O inglês The Guardian definiu a medida brasileira como o “maior ataque à Amazônia em 50 anos”.

Reprodução Internet

RECUO

Após grande repressão por parte da sociedade civil, que realizou protestos nas principais capitais do país, além de incansáveis debates nas redes sociais, o governo publicou no dia 31 de agosto uma nota que definia como suspensa toda e qualquer continuidade ao procedimento de extinção da Renca. A medida, porém, é provisória e adia a tomada de decisão para somente daqui a 120 dias. Durante o período, o governo buscará dialogar com a sociedade sobre a abertura da reserva para exploração das empresas e defenderá seu pacote de medidas, que desde o começo do ano busca impulsionar o mercado de mineração no país. “No prazo de 120 dias, o Ministério apresentará ao Governo e à sociedade as conclusões desse amplo debate e eventuais medidas de promoção do seu desenvolvimento sustentável, com a garantia de preservação”, diz a nota do Ministério de Minas e Energia.

Por mais que o governo defenda que a abertura da Renca para exploração de empresas privadas seja uma abertura mínima que não afetará áreas de proteção ambiental, a preocupação que gira em torno da decisão é seu poder simbólico. “O primeiro sentido da extinção da Renca é um posicionamento político. É um aceno do Governo ao setor da mineração no sentido de indicar que ele vai flexibilizar qualquer barreira que impeça ou dificulte a entrada do setor mineral”, afirmou Luiz Jardim, membro do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, ao jornal El País.

A preocupação em torno de qualquer medida referente às terras da Amazônia são legítimas, aponta Adriana Ramos, coordenadora do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental, do Grupo de Trabalho de Florestas do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e secretaria executiva do Fórum Amazônia Sustentável. Em entrevista ao G1, definiu: “A preocupação e a reação que o decreto causou são plenamente justificáveis porque esse governo já reduziu uma Unidade de Conservação com Medida Provisória (a de Jamanxim) e tem feito uma série de concessões à bancada ruralista. O governo está muito mais é pensando em se manter no governo do que qualquer outra coisa. E tem mandado sinais de que, de fato, não vê limites para alcançar o progresso e o desenvolvimento”.

Por ora, o debate está só começando e tem quatro meses para aflorar até que o governo volte com a medida de abrir uma região equivalente ao estado do Espirito Santo para empresas privadas. Toda interferência na natureza repercute em terras vizinhas. E toda exploração agride, inibe a fauna local e coloca rios em risco de contaminação. Não é o momento de silenciarmos essas preocupações. Feliz 05 de Setembro, dia da Amazônia.

Assine a petição.

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Total Black

Que o preto emagrece e é a peça chave para qualquer dúvida na hora de se vestir, todo mundo já sabe. Mas o que o mundo da moda vem provando, desde o clássico vestido usado por Audrey Hepburn no filme Bonequinha de Buxo, é de que o preto pode ser muito interessante. Claro que a peça assinada pela Givenchy e que se tornou clássica desde o lançamento do filme em 1950 é um vestido simples, mas é justamente na simplicidade da cor que há todo o seu poder.

Há quem diga que o preto é peça chave porque é nula, apagada, mas na verdade é nas texturas que o encanto do tom aparece. O preto está presente não só nos momentos de luto ou na monotonia dos paletós, muito bem vindos, por sinal, quando precisamos impor seriedade, mas está presente também no couro dos looks punks com toda a sua raiva e força, e na transparência dos vestidos mais leves e sensuais. E de fato: o preto combina com tudo. Não tem restrição de peso, idade, cor. Não que alguma cor deveria ser específica a alguma dessas categorias, mas o preto é flexível a ponto de se adequar a tudo isso sem qualquer desconforto. Pensando nisso, o preto está presente em todo guarda-roupa e também desfiles de moda.

Exemplos de uso do estilo Total Black
Foto: Internet

Na São Paulo Fashion Week, que se iniciou nessa última semana de agosto, a À La Garçonne foi uma das marcas que apostaram na atitude do preto. O vestido com renda e transparência foi um dos destaques do desfile, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo. A peça é uma amostra de como é possível utilizar o preto e as texturas pensando em Verão. Já em Milão, a Prada apostou no preto com um corte clássico para inverno: o sobretudo. Essa foi a mesma escolha de Alexander McQueen para seu desfile de inverno em Paris, ousando, porém, trabalhando com o couro, cinto e ombreiras, garantindo um estilo totalmente rock n roll.

Para a Cleo, o preto também é uma das principais cores. Seja para lançamentos, eventos de moda ou qualquer caminhada onde seja clicada por paparazzi, é com o preto que a atriz é vista. No guarda-roupa de Cleo, a cor aparece em combinações refinadas às mais casuais. Confira abaixo algumas combinações.

Cleo em 5 diferentes modos de uso do estilo Total Black
Foto: Internet

No primeiro look, a mistura da blusa levemente transparente com a rigidez da saia de couro garante um contraste refinado, mas ainda de atitude. O segundo total black é básico e confortável. O charme fica por conta da sandália de tiras e do cinto, marcando bem a cintura. A make esfumada em preto também traz atitude à composição. O mesmo conforto está presente no look 4, que traz brilho no casaco: é possível apostar no total black e inserir pontos de luz para trazes vivacidade. O último look é o mais recorrente: Cleo fotografada em locais públicos. Rua, aeroportos ou sets de locação. Cleo sempre está de preto. No exemplo, o tom está nas peças básicas do dia a dia: camiseta e calça skinny. Com a bota, há o conforto e a pegada mais pesada pro look. A jaqueta marrom é a referência militar e mostra que há tons que ficam bons sem quebrar o total black.

Inspire-se em algumas combinações que fazem essa mistura com o preto!

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A liberdade do corpo

Em 15 de março de 2017, século 21, Rebecca Gobbi publicou em sua conta no Instagram uma foto de seu mais recente trabalho até então: um desfile na semana de moda de São Paulo. O registro, que mostrava tanto ela quanto o modelo Filipe Hilmann com o peitoral à mostra enquanto caminhavam pela passarela foi deletada antes mesmo de completar 24 horas online. A razão, por mais que já imaginamos, foi comprovada quando, no dia seguinte, a modelo agenciada pela Way Models publicou a foto mais uma vez, agora com apenas seus seios cobertos pela hashtag #FreetheNipples: os seios femininos não podem ser mostrados em público.

Ainda que seu colega de profissão, logo atrás, permanecesse sem camisa em ambas as situações, os seios cobertos de Rebecca foram suficientes para manter a foto online ainda hoje, sem restrições. Mas não foi esse o único entrave qual Rebecca se encontrou naquela semana. No dia anterior, quando ocorreu o desfile em questão, a modelo recebeu diversos comentários negativos na internet; não só por desfilar de topless, mas por fazê-lo tendo seios pequenos.

Dois modelos, um homem e uma mulher, desfilando sem blusa, vestindo apenas calças. | A liberdade do corpo
Foto: AFP

“O fato de eu ter os seios pequenos, não me torna menos mulher ou menos desejada”, desabafou Rebecca em seu perfil no Facebook. O desfile trazia ambos os modelos com a mesma vestimenta, e sem camisa. A ideia era protestar a favor da igualdade entre os gêneros, mas o volume de comentários que ridicularizava o formato do corpo da modelo mostrou como esse debate ainda é pequeno em um país tão sexista.

“Ter peitos foi uma coisa dada a mim e aceita por mim querer continuar assim. Se você tem peitos grandes, ame-os. Se você os tem pequenos, ame-os. Amem seus corpos que foram dados a você. Não fique colocando os seus defeitos, de coisas que você não gosta em si próprio, no corpo dos outros. Se livrem desse ódio, desse rancor. Isso faz mal. O que eu amo não é o mesmo que você ama. Aceitem a diversidade. Isso é o que torna o mundo mais interessante. “
– Rebecca Gobbi

As polêmicas envolvendo a modelo vão de encontro ao movimento Free the Nipples, campanha que circula principalmente nas redes sociais em uma luta contra os veículos de comunicação que censuram os mamilos femininos. Ainda que obrigada a tampar seus mamilos para ter sua foto na rede social, foi com a palavra de ordem que ela o fez. Como resposta também a tudo isso, a modelo se juntou ao fotógrafo Hudson Rennan e à maquiadora Carol Prada num ensaio espontâneo: “Essas fotos vieram depois de toda essa situação. O perfil dela foi bloqueado, ela foi ridicularizada na rede. Então nos encontramos um dia. Estávamos no estúdio fotografando e nós resolvemos fazer umas fotos pra nós. A nossa intenção era fazer fotos legais pra gente”, contou Carol.

A liberdade do corpo: o ensaio-manifesto de Rebecca Gobbi
Foto: Hudson Rennan

O trabalho, porém, tomou corpo e o resultado são fotos que evidenciam as linhas de Rebecca com toda a sua força. “Bitch” estampado na face da modelo nos remete a todos os xingamentos que ela recebeu por simplesmente ser quem é. Não é essa a primeira situação em que uma mulher segura de seu corpo e vontades é diminuída. Outros cliques trazem a frase “See you in hell”; um destino igual a todos os que sofrem no julgamento da condenação conservadora-cristã. Condenação, porém, é o oposto do que buscava Hudson, responsável pelos cliques: “Mais do que uma fotografia, a gente queria expressar liberdade. Um tipo de ‘Meu corpo, minhas regras’ A ideia seria escrever no corpo da Rebecca pensamentos, respostas e opiniões do que ela e os outros poderiam pensar ao ver somente a imagem, sem palavras. No geral, queríamos arte, imagens fortes, sem julgamento”.

A liberdade do corpo: o ensaio-manifesto de Rebecca Gobbi
Foto: Hudson Rennan

Com o trabalho concluído, outro ponto importante foi encontrar um lugar que quisesse publicar o material com a visibilidade merecida. Com a censura nas redes sociais, não era aquele o lugar adequado. “Onde vamos publicar um peito de fora, com frases fortes? É muito difícil alguém comprar essa ideia. A gente se viu preso com um trabalho tão lindo”, contou Carol. Foi quando o Site Cleo surgiu como opção:

“A gente acha que o site da Cleo é tão forte quanto ela. Então se quiséssemos mostrar fotos que fizessem um barulho, que fosse no site Cleo. Porque eu penso que essas fotos tem a ver com ela, que é uma mulher de atitude, que faz o que pensa, que não liga para o que os outros vão falar, e que está vivendo e não deixa de ser a Cleo.”
– Carol Prada

O que ocorreu com Rebecca é apenas um exemplo do que ocorre a muitas mulheres. A degradação disfarçada sob opinião quanto ao corpo da mulher está presente não só na internet, como nas mídias em geral, nos espaços públicos e até dentro de casa nas conversas informais. São as piadas sobre as mulheres gordas, sobre aquelas que tem seios pequenos, a objetificação das que completam todos os requisitos do padrão de beleza brasileiro. São pensamentos que negam às mulheres o simples direito de serem donas de seu corpo. Sobre isso, Rebecca conclui: “Eu acredito que o corpo nu da mulher tem que parar de ser visto como algo sexualmente ofensivo ou ofensivo e sexual. Um assunto a ser muito discutido e ainda com muitos tabus a serem quebrados. Espero um dia chegarmos a igualdade social, racial, cultural e todas as outras.”

A liberdade do corpo: o ensaio-manifesto de Rebecca Gobbi
Foto: Hudson Rennan
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