Estilo
A moda de se sentir bem

A moda de se sentir bem

Afeto, identificação e autenticidade são os principais ingredientes na hora de pensar o seu estilo

O que você busca ao se vestir? Para além de cobrir o nosso íntimo ou nos proteger do frio, somos envolto em tecidos desde o nascimento e esse ato já foi revestido em amplos significados. Já fomos ensinados, principalmente as mulheres, a nos cobrir em respeito ao local onde estamos. Já fomos ensinados a nos vestir para impressionar em determinada ocasião. Ensinados a nos cobrir para nos divertir ou influenciados a nos vestir para nos sentirmos pertencentes a um grupo. São muitas as regras. Na moda, que impera no assunto da vestimenta, este ato não tem nada de involuntário e é detalhadamente pensado.

O primeiro pensamento sobre moda e vestir, quase que automático, é o das tendências. Na verdade, reduzir moda às tendências das estações pode ser um tanto infeliz. A moda é muito mais do que isso. Pode ser um ato político, como os turbantes que sinalizam todo o histórico de luta do povo negro, como pode ser também libertação àqueles que com dificuldades em lidar com o próprio corpo encontram roupas que os façam se sentirem confortáveis. Há as drag queens, que através do vestir levantam debates sobre performance de gênero e estereótipo, além dos coletivos de moda que debatem consumo consciente, produção ecológica, e direito dos animais com linhas veganas.

O fato é que se vestir é algo tão inerente à cultura humana, que este simples gesto pode vir carregado de símbolos e possibilidades. Claro que os ditos padrões de beleza há muito perpetuados moldam perfis e agridem aos que não se sentem incluídos, mas é verdade também que cada vez mais esse discurso cai por terra e vemos nas revistas, desfiles e canais de entretenimento o perfil comum do brasileiro representado. Mas e você, o que busca ao se vestir?

De Mulher Maravilha, Cleo faz moda pra expressar seu poder feminino

Aqui no Site Cleo falamos frequentemente das tendências que sempre estão em alta ou retornam à pauta, mas sempre trazemos também a máxima: uma tendência não é uma obrigação, mas uma possibilidade que pode – e deve! – ser sempre adequada ao perfil do consumidor para que este possa também experimentar a moda, construir moda e principalmente se divertir com ela. A moda afetiva é um tema que cresce cada vez mais e merece atenção. Afinal, partimos da antiga visão regrada do certo e o errado para enxergar a moda enquanto arte, repleta de sensações.

O mundo moderno facilita muito a desconstrução do que entendemos sobre todas as manifestações culturais. A troca de informações e explosão de referência cultural e visual torna mais fácil a troca entre os diferentes, e deixa o fazer moda mais fluido também. O conforto é algo cada vez mais debatido, os produtos mais acessíveis, as marcas mais abertas ao diálogo com o consumidor, e o perfil desses consumidores cada vez mais diversos.

Recentemente tivemos a explosão das calças boyfriends, a alfaiataria para mulheres e as saias para os homens, a onda das linhas agêneros – roupas feitas pensando em qualquer tipo de pessoa, homem ou mulher; e todas essas questões antes vistas como tabus hoje são dialogadas com mais naturalidade. O fato é que o lema de se vestir com o que gosta tem se intensificado às grandes marcas. Mais do que gostar: com o que você se identifica?

É importante que no vestir pensemos menos no que combina ou não, no que está hype ou não, para pensar no que tem a ver com nossa personalidade e com o que nos move afetivamente. Afinal, como o clássico dito, a nossa imagem é a nossa porta de entrada para o mundo. E como nos expressar sem mostrar quem realmente somos e gostamos? É assim que nos sentimos confortáveis, simplesmente bem.

Total Black, Total White, conforto ou militar: as facetas do estilo da Cleo

Com a Cleo, por exemplo, podemos enxergar toda sua verdade pela imagem que ela imprime através de seu estilo. Aqui no site já falamos sobre o estilo militar revisitado, que une ao bruto do verde militar todo o refinamento de uma boa libriana; falamos também sobre total black que imprime todo o rock ‘n’ roll que faz parte do universo da Cleo, além do top nude da Plié, que no corpo de alguém confortável consigo mesma faz sexy uma lingerie bege. No final, a atitude que temos por trás de toda a vestimenta influencia esse processo de se vestir e conta muito para uma imagem verdadeira ao que somos por dentro. E é sob essa perspectiva que temos que nos permitir a experimentar a moda. Não ter medo dela. Colocar a nossa verdade nas nossas roupas, e através delas expressar nossa verdade para o mundo.

Quando ler sobre alguma tendência, ou entrar em uma loja, pense sempre em você. Veja uma oportunidade de brincar com tudo isso e criar algo novo que reflita o que você sente. Mais do que moda, portanto, falando de estilo, nossa expressão mais pessoal. Afinal, como na célebre citação de Coco Chanel, “a moda sai de moda, o estilo jamais”.

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