Estilo
O estilo das botas brancas

O estilo das botas brancas

Desde os anos 60, passando pelos 80, as botas brancas retornam mais uma vez para o mundo da moda

Há quem diga que as botas brancas são o perigo do mundo da moda, e por muitos anos elas ficaram entre figurar a lista dos itens proibidos e itens mais queridos das passarelas pelo mundo. O fato é que desde os anos 60, quando as primeiras botas brancas foram vistas nas campanhas e criações do estilista francês André Courrèges, elas sempre estiveram presentes. Gostando ou não. E desde o final de 2016, o item já figurou semanas de moda de Nova York a São Paulo, de inverno a verão. Afinal, o que tanto tem de interessante nas botas brancas?

As botas brancas de André Courrèges
As botas brancas de André Courrèges

O quesito irreverência acompanha o item que em 2017 voltou a se tornar popular. Lá nos anos 60, Courrèges consagrou as botas brancas em cano médio num estilo que abandonava o pin up para seguir para o caminho mais do futurista que a época poderia prever. Suas criações pareciam saídas de qualquer episódio de Os Jetsons, e sua criatividade era inegável. Desde então, a silhueta tão pesada que as simples botas brancas causam foram revisitadas pelo universo da moda muitas vezes.

A irreverência de Courrèges

Nos anos 80, não há quem não se lembre da referência que dominou a televisão brasileira: Xuxa e suas paquitas foram um dos mais marcantes ícones fashion da época que ainda hoje vigoram como lembrança de estilo, ousaria e inovação. Além do casaco militar, as longas botas brancas fazem do look das paquitas algo para sempre memorável. Diferente do clássico modelo que vinha desde os anos 60, com canos médios pouco acima dos tornozelos, os anos 80 trouxeram a irreverência necessária para as botas de cano longo. Ora pretas, foi no branco que as botas ficaram na memória. Isso porque diferente dos tons escuros, que diminuem e apagam, os tons brancos dão destaque porque iluminam. Em cano longo, então, o destaque é maior ainda.

Talvez o quê fantasioso das paquitas e programas de televisão dos anos 80 fizeram com que a peça ficasse por muito tempo nas listas de itens perigosos na moda, mas o retorno das décadas de 80 e 90 para as revistas e tendências atuais trás de volta essa coragem, e surge um olhar cada vez mais amigável. As botas curtas de Courrèges são as queridinhas de estilistas como Jeremy Scott, que trouxe as botas para o inverno 2016. Hoje, o item clássico traz leveza e glamour, com um tom de irreverência controlada. Já os modelos oitentistas de cano longo ficam para a ousadia de Alexander McQueen, por trazer imponência ímpar. A Fenty, em parceria com a Puma e a cantora Rihanna, também apostaram no modelo mais ousado.

Revisitadas nas passarelas

Para além das passarelas, o mundo do entretenimento abraçou as botas brancas completamente. Se as curtas são mais clean, foi pelas de cano longo que cantoras e artistas se apaixonaram. O modelo é sexy, pede atitude a quem for usar, e a vibe é dominatrix . Não há uma regra de combinação, mesmo que o comprimento peça pernas de fora. Explore seu lado sexy da forma que se sentir mais confortável. Como dica, já que a bota chama toda a atenção para si, não deixe competir e aposte em roupas com tons mais fechados. Mas como a Cleo, não tenha medo de ousar e experimentar. Esse modelo tem uma potência visual que combina tanto com o mundo da música pop, do hip hop, como também do rock ‘n’ roll. O importante é se sentir poderosa e se divertir com um modelo que tem tanta informação de moda.

Cleo Botas Brancas
Acervo Pessoal

Sejam as botas médias dos anos 60 ou as longas dos 80, as botas brancas e até mesmo coturnos voltaram com tudo e mais uma vez devem permanecer em alta por algum tempo. Hoje é possível encontrar ambos os modelos em revistas, Instagram e com sorte em lojas de Shopping. Se você ficou curiosa, experimente. Não é uma cor que deve te impedir de aproveitar a moda e se sentir mais poderosa.

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