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Como se perder em Londres

Como se perder em Londres

Uma das principais cidades do mundo, Londres contagia a cada esquina

Não há como falar sobre o que se fazer em Londres e se sentir completamente satisfeito, pois conseguir reunir tudo o que a cidade oferece é tarefa impossível. Sendo o município mais populoso da União Europeia, na cidade de Londres é possível encontrar cerca de 300 idiomas diferentes, tamanha sua diversidade cultural. Rica, a cidade reúne também 100 das maiores empresas de toda a Europa. Referência em música, arte, cinema e moda, Londres é um dos quatro principais centros globais, ao lado de Nova York, Tokyo e Paris. Perder-se na cidade é fácil. Difícil é dar adeus sem a sensação de que ainda há muito o que conhecer.

COMEÇANDO PELO CLÁSSICO

Londres é uma cidade lendária, e sua história remete ao século I, quando o território que hoje denomina-se Londres era chamado de Londinium. Nos dois milênios que se seguiram, tudo mudou, mas a capital da Inglaterra deixa registrada sua história. Por isso, não há como iniciar sua relação com Londres sem visitar o passado. São os diversos os museus, galerias de arte e centros culturais que se espalham pela cidade e se consagram como principais do mundo. O Museu Britânico foi o primeiro nacional, público e gratuito em todo o globo, e desde 1759, quando houve sua inauguração, já reúne mais de 7 milhões de obras de todos os continentes.

Com a expansão do Museu Britânico, e a dificuldade cada vez maior em se armazenar tanto material, surgiram outros três dos principais pontos turísticos históricos de Londres: a Biblioteca Britânica, o Museu de História Natural de Londres, e a National Gallery. A Biblioteca reúne surpreendentes 150 milhões de obras em seu acervo, e a média é de 3 milhões novos a cada ano. Uma de suas principais sobras é o caderno de anotações de Leonardo da Vinci, datado de 300 anos antes da era cristã. Já o Museu de História Natural não fica atrás em sua imensidão. São 80 milhões de peças em seu acervo, entre botânica, espécies de animais, minérios e fósseis. Já a National Gallery foca em obras plásticas e seu acervo é pequeno em comparação aos dois museus anteriores. São cerca de 2.300 pinturas. Porém, de estimada importância, pois é neste museu onde se encontra obras como A Virgem das Rochas, de Leonardo da Vinci.

Outros pontos imperdíveis para conhecer mais da história de Londres são os tradicionais Big Ben (relógio símbolo da cidade), Palácio de Buckingham (residência da família real), London Eye (uma das maiores rodas-gigantes do mundo) e Tower Bridge, todos já característicos no cartão postal de Londres.

A VIDA DE RUA

Outro lado da vida de Londres, para além da calmaria das clássicas galerias de arte, está na agitação das ruas. São muitas culturas que se encontram, dentre moradores e turistas, e fazem da cidade contagiante. São ruas para compras, ruas de gastronomia, bairros descolados. São jovens de todo o mundo que se encontram em Londres, e há espaço para todas as tribos. A arte de rua fica por conta de Shoreditch, distrito na zona central de Londres que reúne muita intervenção urbana. Os grafites por diversas ruas como a Great Eastern configura a região como uma galeria de arte a céu aberto. É em Shoreditch onde fica o BoxPark, uma espécie de shopping todo feito com contêineres, além de bares, pubs e restaurantes por ruas como a Old Street, Hoxton Square e a principal Shoreditch High Street.

Nessa mesma linha chegamos a Camden Town, região ainda mais alternativa em Londres. Estúdios de tatuagem, instrumentos musicais, loja de discos, muitos bares, brechós e tudo o que compõe um universo punk rock é o que você pode encontrar neste bairro, que movimenta 100.000 pessoas por final de semana. A música de fato tem em Camden o seu berço londrino. Por ele passaram nomes como Amy Winehouse, Morrissey e Pink Floyd. Na Roundhouse, tradicional casa de shows da avenida Chalk Farm, já tocaram nomes como Jimi Hendrix. Nesta mesma avenida também está a Cyberdog, uma mistura de balada-loja-marca de roupas que tem os anos 90 como sua principal inspiração.

Já se o que busca é o completo oposto, talvez seja de perder por Mayfair, região de luxo da capital Britânica. Ao Sul encontra-se o Green Park, um dos parques reais de Londres, e à oeste o Hyde Park, uma das maiores áreas verdes da cidade (2.5 km), e entre eles ruas com os principais e mais caros hotéis, restaurantes estrelados, embaixadas de diversos países e lojas de grife. Ao norte de Mayfair fica a Oxford Street, e compõe o grupo de ruas que abriga tanto dinheiro.

A South Molton Street tem a característica de ser fechada para carros. Nela, só à pé é possível conhecer as diversas lojas que abriga. A clássica Browns, fundada nos anos 70, tem a história de ser berço para estilistas como o contemporâneo Alexander McQueen e John Galianno, nomes clássicos na moda europeia. A Bond street também pode entrar no roteiro dos que buscam consumir por Mayfair. Mas ainda que não tenha dinheiro para custear tudo o que gira num dos bairros mais caros da Inglaterra, vale o passeio.

Para um consumo mais popular, as feiras e mercados de rua são a principal opção e tem aos montes por Londres. Algumas de renome são a Camden Lock Village Market, no alternativo bairro que mostramos anteriormente, e a Shepherd Market, em Mayfair. O Camden Lock Village reúne diversas lojas especialmente vintage, muitos brechós, galerias de arte, a tradicional marca de coturnos Dr Martens, além de uma loja da brasileira Havaianas! Se você procura por souvenires, roupas de brechós e muitos achados artísticos, não há outra opção. O mercado fica na Camden Hight Street e funciona diariamente, de 10h às 19h. Imperdível. Já o Shepherd Market é um beco na Curzon Street, onde entre 1686 e 1764 ocorria uma feira ao ar livre que deu o nome do bairro Mayfair, por ser uma feira que ocorria somente em maio. Após um período de depredação, ainda no século XVIII a área foi reurbanizada e teve recebeu o seu atual nome. Com becos pavimentados, a área é repleta de restaurantes, pubs e lojas em arquitetura vitoriana. Hoje, restaures das mais variadas culturas estão presentes no mercado, além de boutiques de luxo e galerias de arte. O beco tem seu charme, e uma história centenária. Foi referência cool de Londres nos anos 20, e hoje se consagra como um tesouro escondido. Por isso, não adie essa visita!

Ficou curioso por mais? Então anote Londres nos seus próximos destinos. Se o que busca é história e modernidade caminhando juntas com muita música e arte, lá é o seu lugar. Não deixe de conferir nossos post sobre como Londres influencia o mundo da moda clicando aqui.

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