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Como se perder em Dublin

Como se perder em Dublin

Com pouco mais de 500 mil habitantes, a capital irlandesa é berço de cultura, arte e entretenimento

Dublin é a maior cidade e capital da Irlanda. Sua região metropolitana acumula 1 milhão de habitantes que, apesar de incomparável aos 20 milhões de habitantes na região de São Paulo, é suficiente para fazer de Dublin principal centro cultural, histórico e econômico da Irlanda, além de uma das 30 cidades mais globalizadas do mundo. Foi lá onde aconteceu a festa #VaiRenata, onde Cleo comandou a pista com funk e hip hop.

Como se perder em Dublin

 

O palco para essa festa foi o Button Factory Bar, casa noturna na tradicional região da Temple Bar, onde é possível encontrar a maioria das casas noturnas e pubs da cidade. A vida noturna é uma das características mais fortes de Dublin. Como aponta o site Brasileiras Pelo Mundo, há cerca de 751 pubs na cidade, aproximadamente 1 a cada 1.700 habitantes. Essa cultura dos pubs e em torno da cerveja muito se dá pelo clima da cidade.

Dublin é uma cidade com muito verde, principalmente pelos vastos campos que circundam a região, mas como outras cidades europeias, a exemplo de Londres, recebe muita chuva. A combinação entre solo fértil, chuva e brisa suaves faz da terra irlandesa propícia ao cultivo da cevada, prática que data na região desde 2500 – 500 a.C, quando monges eram os responsáveis pela produção de cerveja. Hoje, há cerca de 70 cervejarias convencionais e 50 cervejarias artesanais na cidade. Desse consumo popular resulta o intenso mercado de turistas que vão a Dublin vivenciar a noite dos pubs e consumir as cervejas locais.

Ao sul do rio Liffey, que corta a cidade, a região de Temple Bar é o destino perfeito para este tipo de turismo, e para quem procura vivenciar muita música e arte. Conhecida como ponto cultural de Dublin, a Temple Bar preservou a arquitetura medieval da cidade, com estreitas ruas de pedra. É lá onde fica o tradicional pub que deu nome à região, onde Dave Browne entrou para o livro dos recordes ao tocar violão ininterruptamente por 114 horas seguidas, em 2011. Para além dos bares, é na Temple Bar onde estão o Centro Irlandês de Fotografia, o Instituto Irlandês do Cinema, o centro de arte moderna Arthouse Multimedia Centre e o centro musical Temple Bar Music Centre.

 

 

Se o que procura em Dublin não é o alvoroço em torno da vida noturna e dos bares, outra região possível, e tão popular quanto, é a O’Connell Street. Principal avenida da cidade, é nela onde se encontram os destinos mais tradicionais, e familiares, de Dublin, com visita ao Spire, um dos mais conhecidos símbolos de Dublin, um monumento com mais de 120 metros de altura no coração da cidade. Outros monumentos tradicionais na O’Connell Street são as estátuas de figuras que marcaram a história de Dublin: a do líder nacionalista irlandês Daniel O’Connell, que dá nome à avenida; do médico e jornalista Sir. John Gray; do líder sindical Jim Larkin, que atuou na maior greve da cidade, em 1913; e do Padre Mathew, o Apóstolo da Temperança, por liderar um movimento de abstinência ao álcool em 1838.

 

Como se perder em Dublin

 

Se o objetivo não for vida noturna, ou histórica, mas compras, as Grafton e Henry Street são o destino principal. São elas que centralizam as principais lojas e centros comerciais da cidade. Como a Oscar Freire, de São Paulo, a Grafton é conhecida como um destino de luxo, e chegou a figurar como a oitava rua mais cara do mundo eleita pela revista Forbes. À época, um terreno na Grafton custava 75 dólares por metro quadrado. Além das grifes, a Grafton também concentra restaurantes, cafés, e lojas como a Disney. Além dos artistas de rua que aproveitam o público seletivo para faturar.

Já a Henry Street é uma opção mais descolada e popular quando o objetivo é comprar. A Henry começa na O’Connell Street, bem em frente ao monumento Spire. A partir dali, o roteiro inclui diversas lojas de departamento, como as americanas H&M e Forever 21, que ao contrário das grifes da Grafton possuem preços mais acessíveis, redes mundiais de fast foods e dois shoppings: o Ilac e o Jervis.

 

Dublin ainda é conhecida por seus parques, como o central St Stephen’s Green Park, e pelas feiras de rua. No segundo domingo de cada mês ocorre a Fusion Sundays, às 11h no pavilhão Newmarket Square, na região 8 da cidade, a 30 minutos do centro. A proposta da feira é uma fusão (como propõe o nome) entre culturas. Então, é possível compras vestimentas, experimentar culinária, e descobrir a cultura de diversos países que possuem expositores na cidade. É nesse mesmo local onde também ocorre a maior feira de Dublin, a The Dublin Flea Market. A proposta dessa feira é mais libertária: a venda de produtos em geral. É comum a presença de brechós de roupas de marca, bazares e achados vintage em geral. É uma feira popular, mas onde se encontra muitas riquezas para colecionadores.

Já na região da Temple Bar ocorre todos os sábados, às 10h da manhã, a Temble Bar Market, um mercado de rua onde é possível encontrar alimentos orgânicos, artesanatos tradicionais irlandeses, feira de livros e uma praça de alimentação com comidas típicas. Os estabelecimentos também têm a tradição de produzirem suas próprias feiras: O pub Grand Social organiza a The Ha’Penny Market todo sábado às 12h. O pub Bernard Shaw promove a The Bernard Shaw Flea Market às 13h também aos sábados. E o hostel Generator produz a Smithfield Market Fair, que uma vez ao mês reúne arte e música ao vivo.

Como se perder em Dublin

 

Como puderam observar, as ruas de Dublin estão sempre recebendo turistas com os mais diferentes objetivos, e prova que a pequena cidade aos olhos brasileiros é um grande berço de cultura e entretenimento.

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